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Vergonha! Vereadores de Salvador pressionam aumento dos próprios salários

Vergonha! Vereadores de Salvador pressionam aumento dos próprios salários

É inadmissível que em um período de recessão econômica como o que vivemos, os vereadores eleitos para representar o povo de Salvador estejam articulando e pressionando para aumentar seus próprios salários. Esta manobra dos vereadores é uma vergonha, principalmente levando em conta que os servidores municipais tiveram reajuste zero em 2016, sob a alegação de falta de recursos da Prefeitura para honrar este direito sagrado dos trabalhadores.

Ainda que a medida esteja prevista de forma regimental, ela é reprovável. O novo regimento da Casa prevê que os vereadores possam ter o salário em até 75% do que recebe um deputado estadual. Atualmente, o subsídio dos parlamentares estaduais é de R$ 25,3 mil, já os vereadores recebem R$ 15 mil. Para atingir o patamar estipulado, o reajuste terá que chegar a quase 25%, resultando na bagatela de R$ 18,9 mil!

Um acinte num momento em que os trabalhadores e o povo brasileiro amargam perda de direitos, corte de salários e emprego e o congelamento de gastos públicos em áreas cruciais que significam retrocesso e aumento da pobreza no País. Portanto, a movimentação dos vereadores por este reajuste na atual conjuntura, mesmo sendo legal é no mínimo imoral.

Mesmo afirmando que o projeto não está em pauta, o presidente da Câmara de Salvador revelou à imprensa que houve uma “pressão muito grande” de vereadores para que o reajuste salarial dos edis fosse votado na sessão desta terça, 13.

Paulo Câmara admite que o assunto deverá ser colocado na Ordem do Dia e que possivelmente vai entrar na reunião do Colégio de Líderes. “Porém, só será colocado em votação se tiver consenso das lideranças e por escrito”. Ele confirmou também que, caso o projeto seja colocado em pauta e aprovado, deverá ser enviado para o prefeito ACM Neto, a quem cabe sancionar ou vetar a matéria.Esperamos que o prefeito seja coerente com o seu discurso de austeridade e dê o seu veto caso a matéria passe pela Câmara. Porém, a simples ideia de que tal projeto possa sequer ser apreciado pelo legislativo municipal já causa indignação.

Mais revoltante é saber que circulam nos bastidores informações de que os edis insistem sobre a colocação na pauta da matéria do reajuste dos seus ordenados, de forma sorrateira e sem alarde, para não chamar atenção da imprensa e nem do público geral. Estamos de olho!